Pesquisas frustram Palácio dos Leões e consolidam Weverton como principal candidato a governador

Números divulgados no fim de semana reforçam que o senador – vítima de implacável ataque adversário contra sua candidatura – mantém-se na briga pela liderança da corrida eleitoral, polarizando a disputa contra o vice-governador Carlos Brandão e fortalecendo a percepção de vitória entre aliados no interior

Weverton mantém forte apoio popular e de lideranças em todo o Maranhão, o que o mantém à frente nas pesquisas de intenção de votos

Análise da notícia

O senador  Weverton Rocha (PDT) foi o candidato que mais sofreu ataques e perdas no período de abertura da janela partidária; o Palácio dos Leões – capitaneado diretamente pelo agora ex-governador Flávio Dino (PSB) – avançou sobre aliados, tomou partidos, cooptou prefeitos e deputados, e ocupou toda a mídia com notícias negativas contra o pedetista.

Mesmo assim, os números de Escutec e DataM confirmaram que Weverton mantém-se consolidado na disputa pela liderança da corrida eleitoral.

As duas pesquisas divulgadas no fim de semana pelas duas principais emissoras de TV confirmaram a força do senador mesmo após os ataques palacianos contra sua base; e frustraram Flávio Dino e Carlos Brandão.

A condição de empate técnico na liderança das duas pesquisas dá a Weverton fôlego novo e consolida o candidato pedetista como principal nome da disputa e o adversário a ser batido pelo Palácio dos Leões.

Algumas características históricas garantem a consolidação de Weverton.

Weverton tem vínculo direto com o povo mais simples, setor inalcançável pelo governador Carlos Brandão, de origem mais tradicional e coronelista

Ligado às lutas da esquerda 

desde o movimento estudantil, o senador do PDT tem relação direta com movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores e com entidades representativas das lutas no campo, quilombolas, negros e indígenas.

Estes segmentos são inalcançáveis por Brandão, de história coronelista.

Apesar da cooptação desenfreada do Palácio dos Leões, Weverton manteve o apoio dos segmentos mais tradicionais do PT, da CUT, da Fetaema e Sindsep, grupos ligados diretamente à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Essa relação histórica garante o vínculo direto com a população, o povo mais real do dia dia, outro setor de difícil para o atual governador.

Além disso, a importante posição do senador – mesmo diante do bombardeio comandado por Flávio Dino – deu aos prefeitos e lideranças do interior a certeza de que ele tem, sim, condições de vencer a eleição para o governo.

A percepção de vitória de um candidato é tão, ou mais importante, que os seus índices eleitorais.

Os próximos meses, já com Flávio Dino afastado do governo, e com Brandão comandando uma gestão pesada e envelhecida,  serão importantes na trajetória do senador, que espera, inclusive, ver alguns aliados atraídos pelos encantos do governo fazerem o caminho de volta.

Mas esta é uma outra história…

MARCO AURÉLIO D’EÇA

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